Estamos em um novo endereço.

Olá Leitores,

Finalmente estamos devolta. Agora estamos em um novo endereço: www.sociedadegeografica.info
Estamos com nova Logomarca e novas atualizações. Esse Blog, ainda ficará ativo para que vocês possam visualizar postagens antigas.

Um abraço para todos.

Sociedade Geográfica.

NOVO ENDEREÇO: www.sociedadegeografica.info

Estamos em MANUTENÇÃO.

Caros leitores,

Estamos em manutenção. Em breve estaremos em um novo endereço, definitivo. Estamos trabalhando no desenvolvimento do novo Site. Por este motivo, não entraremos com atualização por agora. Aguardem o novo endereço. Agradecemos a paciência e colaboração!

Urânio na Bahia: o caos e o silêncio.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil

O circo está armado nas cidades de Guanambi e Caetité, municípios do interior da Bahia, onde graças ao descaso das autoridades do programa nuclear brasileiro, há cinco dias, um carregamento de cerca de 100 toneladas de urânio estocados em nove caminhões está parado em um batalhão de polícia, a céu aberto. Há dúvidas sérias sobre os níveis de radiação medidos próximos ao comboio e autoridades locais já receberam ameaça de morte. Enquanto isto, silêncio total das autoridades responsáveis. O Greenpeace pede um pronunciamento oficial do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT)

A população de ambas as cidades rejeita o material, que viajou por cerca de 1500 km de São Paulo sem que sequer uma autorização de transporte oficial tenha sido apresentada.

Representantes de segundo escalão da CNEN, órgão regulador do setor nuclear ligado ao MCT, e da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa responsável pela mineração de urânio na cidade de Caetité, estiveram ontem no local. Realizaram medição de radiação, mostraram-se tranquilos quanto ao resultado e fizeram até piada com o assunto.

A mesma medição foi realizada por Gilmar Rocha, liderança da Comissão Pastoral da Terra que há um ano monitora os níveis próximos às minas de urânio. Segundo Rocha, os níveis que mediu próximo ao caminhão estão muito acima do que o já visto próximo à mina de Caetité. Graças às denúncias, padre Osvaldino, importante líder local nas questões relacionadas à mineração, recebeu ameaças de morte.

A população de ambas as cidades está nas ruas. Em Guanambi, a concentração aconteceu pela manhã em frente ao batalhão onde aguarda o comboio. Os moradores foram recebidos por reforço policial: grupamento de operação especial, a temida polícia da Caatinga e a polícia rodoviária federal. Em Caetité, o pedido das ruas é o mesmo, a volta dos caminhões carregados de urânio do local de onde vieram. A contar pelo forte policiamento, as próximas horas prometem alta tensão.

O ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, nada disse sobre esta bagunça generalizada. O Greenpeace e a população das duas cidades afetadas pelo descaso do programa nuclear brasileiro pedem este pronunciamento oficial, com respostas às dúvidas que pairam e uma resolução final para o impasse.

“É preciso que haja um entendimento claro sobre, afinal de contas, que carregamento de urânio é este, que há não se sabe quanto tempo esteve em uma área da Marinha em São Paulo, por que veio para Caetité agora, onde estão todos os documentos necessários para este transporte perigoso. Em meio a tantas dúvidas, pedimos que a carga retorne ao seu local de origem e passe por uma inspeção mais apurada lá”, diz Pedro Torres, da Campanha de Clima e Energia.

Entrevista sobre o Código Florestal com o Geógrafo Marco Tomasoni.

O Geógrafo Marco Antônio Tomasoni, nos concedeu uma entrevista mostrando a  sua concepção sobre o Código Florestal Brasileiro e esclareceu pontos importantes sobre as mudanças na respectiva Legislação Ambiental. O professor, do curso de graduação em Geografia, pela universidade federal da Bahia, discorreu sobre pontos fundamentais como:

  • A importância dessa Legislação Ambiental para o Brasil.
  • Possíveis razões para essa mudança: interesses econômicos e científicos.
  • Os significados da possível compensação da Reserva Legal, fora do Imóvel Rural.
  • A importância sistêmica da compensação da Reserva Legal dentro da Bacia Hidrográfica e Não sobre o Bioma.
  • A aplicação dessa norma ambiental nos centros urbanos. Enfatizando, os problemas dos Rios da capital baiana, Salvador.

 Confira – Entrevista EXCLUSIVA.

[vimeo http://www.vimeo.com/23927921 w=450&h=300]

Código Florestal – Entrevista Geógrafo Marco Tomazoni. from sociedadegeografica on Vimeo.

Conheça mais sobre o Geógrafo e professor Marco Tomasoni acessando o Link: Currículo Marco Antônio Tomasoni.

Urânio em Caetité.

Acompanhem a movimentação populacional contra o recebimento do material.

Lixo Nuclear no interior da Bahia.

Fonte: http://www.cptba.org.br

Cerca de 2 mil moradores de Caetité – BA bloquearam a rodovia que liga o município ao distrito de Maniaçu – BA – onde funciona a única unidade de extração e beneficiamento de urânio em atividade no país – na noite do último domingo, 15 de maio, em um protesto contra a entrada de lixo nuclear na cidade. Em vigília, a população protestou conta o lixo atômico e em defesa da vida. As treze carretas que transportam o lixo sairam de São Paulo e hoje encontram-se em um batalhão da Polícia Militar, em Guanambi- BA, onde também a população local já está protestando.

Em Caetité, os moradores estão em estado de alerta e decididos a impedir a entrada das carretas com a carga atômica. A preocupação agora é quanto ao caminho alternativo que está sendo buscado pelo comboio. São estradas de acesso à mina que não oferecem condições de segurança, expondo ainda mais a população ao risco com um possível acidente.

As organizações envolvidas no protesto solicitaram explicações e providências ao Ministro da Ciência e Tecnologia, ao Governador da Bahia, à Ministra do Meio Ambiente, ao Presidente do IBAMA, à Diretoria de Licenciamento Ambiental, ao Superintendente do IBAMA – Bahia, à Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia, à Comissão Nacional de Energia Nuclear, à Indústrias Nucleares do Brasil, à Polícia Federal, aos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Nenhuma resposta foi dada até o momento.
O prefeito de Cetité, José Barreira, compareceu ao local da manifestação e declarou publicamente que não sabia da carga, afirmando que não permitirá que a mesma seja descarregada sem antes ter conhecimento do tipo de material transportado e os riscos que oferece à população.
O protesto foi uma iniciativa da Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité, da Comissão Pastoral da Terra, da Cáritas Brasileira e do Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania.

Não temos espaço para agropecuária. Será?

Por Myron Paterson Neto.

Há discursos anacrônicos no Brasil. Retóricas que são fundamentadas em políticas retroativas, que nos remonta ao passado tão presente no contexto atual. O grande exemplo é a discussão que envolve o Novo Código Florestal Brasileiro. Existem várias justificativas para recorrer a um novo modelo para legislação ambiental no país. Todavia, o discurso estabelecido com  maior força pela chamada “bancada ruralista”, é a falta de terras para se ter uma maior produção agrícola no país.

Esse discurso parece ser convincente, pois a atividade agrícola no Brasil, representa 40% da economia nacional (Fonte:IBGE). A “falta de terras”, para o desenvolvimento desse ramo, seria uma afirmação contundente para se modificar a legislação ambiental no país. Contudo, há controvérsias bastante convincentes sobre esse discurso.

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), mais uma vez dismistificou essa retórica tão utilizada. Segundo o estudo do IPAM, o potencial de área para agropecuária no Brasil varia entre 303 milhões e 366 milhões hectares, ou seja,  de 36% a 43% do território nacional. Esses valores, quebram totalmente a falta de terras para a agropecuária no Brasil. Porém, o novo código florestal, quer viabilizar a diminuição de áreas de APP( Área de Preservação Permanente), para rios com até 5 metros de largura, de 30 para 15 metros, em relação a margem do rio. Segundo especialistas, seria perder 30% de floresta nativa no país.

O mesmo estudo, viabilizou a quantidade de terras disponíveis para agropecuária no Brasil, para cada um dos biomas existentes. Segundo o IPAM, nos biomas não – Amazônicos o percentual de área passível de uso legal para agropecuária varia de 57% a 71% do território do bioma (exetuado o Pantanal). Todas esses cálculos, contrapõe de forma árdua a posição por falta de terras no país.

Entretanto, vemos um discurso midiático a favor dessa afirmativa absurda. Na última semana, o Jornal da BAND, apresentou essa reportagem: Reportagem da BAND.

Infelizmente, essa apresentação nos mostra como a televisão nacional é comprada, patrocinada por “interesses obscuros”.  Um jornal de expressão nacional, distorcendo informação com um aparente fundo de conhecimento científico.  Esse jornalista, Lorenzo Carrasco, faz afirmações descabidas e deturpadas: ” A legislação Ambiental Brasileira, impede o desenvolvimento nacional. A legislação Ambiental é uma “camisa de força”. Sobre que desenvolvimento você fala cara pálida?

O Brasil, é um país que produz meia-cabeça de gado por hectare. São 10.000m² para menos de um gado no país (Fonte: IBGE). Como falar em falta de terras com um dado alarmante desse? Essa pecuária que deixe o gado “passeando no jardim da fazenda”, com uma produtividade ridícula, não precisa de terras, mas de tecnologia. É simples! Inserção de tecnologia.

Ainda no mesmo noticiário, o repórter diz que nos Estados Unidos e na Europa, que devem ser a referência de mundo para “os menos civilizados como nós”, produzem sem nenhuma restrição ambiental. Essa afirmativa, na qual compara as legislações ambientais, e coloca a nossa como um retrocesso econômico, mais uma vez foi dismistificada pelo IPAM: “Comparando os resultados dos cenários 1 a 4 (per capta) com a área total de lavoura e pecuária (per capta) nos EUA, o Brasil tem o potencial legal de chegar entre 1,6 a 1,9 HAde área agropecuária per capta, enquanto que os EUA possuem hoje 1,3 ha/per capta”. Página 4 do respectivo documento.

A nova proposta, para a legislação ambiental, possui argumentos controversos. Não se diz que não devemos fazer determinados ajustes na nossa lei, mas não podemos aceitar discursos infundados. Porém, infelizmente nossa nação é desprovida de oportunidades de educação e informação de qualidade. O Controle sobre a massa nacional é teoricamente facilitado por esses fatores. Vivemos assistindo a Band e seus derivados, uma pena que essas emisoras nacionais apresentem programas de qualidade em uma minoria.

Veja o estudo do IPAM – www.ipam.org.br

Para visualizar melhor o conteúdo apresentado pelas grandes emissoras, assista o vídeo. Séries de reportagens do Jornal Nacional sobre o Novo Código Florestal.

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