Mais uma oportunidade para debater e aprender.

O projeto ‘Geografando nas Sextas’, irá realizar mais uma palestra no dia 20 desse mês. Porém, esse tema está tomando conta da nossa mídia de massa e  mobilizações surgem para diversos lados do país. Portanto, o tema proposto será o ‘NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO’.

Parabéns, ao departamento de Geografia da Universidade Federal da Bahia, pela iniciativa. Eventos assim contextualizam o nosso conhecimento e mostram a importância do Geógrafo para nossa sociedade. Precisamos de mobilização e censo de coletividade para lutarmos por causas comuns.

Compareçam!

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Nós estamos ficando sem Água Potável.

Fonte: rt.com / noticias.masverdedigital.com

Cerca de 900 milhões de pessoas no mundo carecem de água potável e quase 39% da população mundial, ou seja, mais de 2.600 milhões de pessoas, não têm acesso a saneamento básico, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pelo menos 5 milhões de pessoas morrem anualmente de doenças relacionadas com a falta de água e saneamento, que é dez vezes o número de mortos por guerras no mundo. Menos de 1% da água do planeta é potável e acessível para o homem e seu número é limitado. Como o número de habitantes está crescendo rapidamente, o uso de água está crescendo ainda mais.

PROBLEMA MUNDIAL

América Latina, África, Ásia e Oriente Médio destacam-se como as regiões com maior número de cidades que estão em risco. Mas o problema não é exclusivo de regiões pobres, na Europa o lar de 120 milhões de pessoas carecem de acesso a água potável, de acordo com fontes da ONU.

A América Latina poderia passar de 22,3 milhões de pessoas com falta de água nas cidades, dados de 2000, para 71,4 milhões em 2050, como resultado do crescimento da população e da mudança climática, afirmam especialistas da OMS. A falta de água potável e saneamento é um problema muito agudo, especialmente em países como Guatemala, Haiti, Nicarágua e Bolívia, onde há uma concentração significativa de famílias em bairros periféricos.

O Governo de Cuba, observou que quase metade dos 2,2 milhões de habitantes de Havana estão sentindo o impacto da pior crise de água enfrentada na capital em 50 anos, devido a uma grave seca e sistemas de água deteriorados. Atualmente, cerca de 106 mil pessoas em Havana, recebem água somente através do uso de “caminhões pipas”.

PERIGO SOCIAL

Confrontados com a iminente escassez de água, existem três aspectos fundamentais: a produção de alimentos, a saúde e a instabilidade social e política. Se a população continua a crescer (Estima-se que passará de 6,800 milhões para 9,000 milhões no mundo até 2050), esse fator irá requerer mais água para alimentação.
A escassez de água significa que a maioria dos países terá que pagar preços mais elevados para comprá-lo, longas caminhadas para chegar a ela, e também irá gerar o problema da disponibilidade de alimentos e o surgimento de doenças pelo uso de água contaminada.

CONSUMO DESIGUAL

Consumo de água no mundo não é justo. Um residente nos EUA consome entre 250 e 300 litros de água em uma média diária, enquanto na Somália estão sobrevivendo com menos de 9 litros por pessoa.

É importante saber a quantidade de água que você realmente precisa, pois assim, ​​aprenderemos a compartilhar os recursos do nosso planeta. Segundo a OMS, a quantidade de água no mundo é suficiente para cobrir as necessidades básicas de todos.

Os cálculos dos especialistas indicam que cada pessoa vai precisar de no mínimo 50 litros por dia para beber, tomar banho, cozinhar e outras necessidades essenciais. A Garantia de acesso universal ao mínimo de 50 litros para 2015 será menos de 1% da quantidade de água utilizada no mundo de hoje.

Embora possa parecer um longo caminho para alcançar, para milhões de pessoas em todo o mundo, encontrar o equilíbrio da água é uma questão de vida ou morte.

Rebelião na Amazônia Brasileira.

Fonte: http://www.cipamericas.org

No mês de Março desencadeou-se o maior protesto social de trabalhadores que se recorda no Brasil desde há muitos anos. Mais de 80 mil operários de todo o país paralisaram as obras do “progresso”: hidroeléctricas, refinarias e centrais termoeléctricas. O estopim do protesto foi aceso na selva amazónia, em Jirau, e foi aceso pela arbitrariedade, violência e autoritarismo.

Tudo começou com algo muito pequeno, tal como em Tunes, à semelhança do modo como começam os grandes factos sociais. A briga entre um operário e um condutor de autocarros, na tarde de 15 de Março, no acampamento onde milhares de peões chegados dos rincões mais pobres do Brasil constroem uma das maiores barragens hidroeléctricas do país, uma obra gigantesca sobre o Rio Madeira que custará 10 mil milhões de dólares.

Pouco após a briga, na qual um peão foi golpeado, centenas de operários começaram a incendiar os autocarros que os levam dos barracões até as obras. Algumas fontes falam de 45 autocarros e 15 veículos queimados, ainda que outras elevem o número a 80 autocarros incendiados em poucos minutos. Arderam também os escritórios da empresa construtora, Camargo Correa, a metade dos dormitórios e pelo menos três caixas multibanco. Cerca de 8 mil trabalhadores internaram-se na selva para fugir à violência. A polícia foi impotente e apenas pôde proteger os depósitos de explosivos utilizados para desviar o leito do rio. A calma chegou quando o governo de Dilma Rousseff enviou 600 efectivos da polícia militar para controlar a situação. Mas os trabalhadores, cerca de 20 mil na central de Jirau, não voltaram ao trabalho e retornaram aos seus lugares de origem.

Na central próxima de Santo António começou uma paralisação dos 17 mil operários que constroem outra central no mesmo Rio Madeira, perto de Porto Velho, a capital de Rondônia. Em apenas uma semana a onda de greves nas grandes obras estendeu-se: 20 mil trabalhadores deixaram o trabalho na refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, outros 14 mil na petroquímica Suape na mesma cidade, cinco mil em Pecém, no Ceará. O factor comum entre todas estas greves é que se realizam nas obras gigantescas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que enfrentam as grandes empresas construtoras do país, as multinacionais brasileiras que trabalham para o governo.

Continue lendo o artigo: http://www.cipamericas.org/es/archives/4257

Documentário Marcha 2010 pela Água/Vida/terra.

Fonte: http://www.mabnacional.org.br/

Evento discute Reforma do Código Florestal em Salvador.

Fonte: http://mpnuma.ba.gov.br 

Acontece amanhã (10), às 09:30h, no Plenário do Palácio Luiz Eduardo Magalhães-  Assembléia Legislativa do Estado da Bahia, um seminário com o tema “O Código Florestal em debate – como ficam o Brasil e a Bahia?” que terá como palestrantes o professor Dr. Cergio Techio, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras OCB-BA, professo Dr. Sergius Gandolfi – ESALQ – Universidade de São Paulo – USP e André Lima, representando a Frente Parlamentar Ambientalista. A votação das mudanças no Código está prevista para a mesma data.

Segundo Beth Wagner, assessora especial de Comunicação da Assembléia Legislativa, o objetivo do evento é discutir as principais mudanças do Código Florestal, dando oportunidade á comunidade de conhecer os principais pontos que estão sendo discutido na proposta de mudança.

Beth salienta ainda que é ponto controverso na discussão do Novo Código a possibilidade dos estados definirem regras próprias podendo as consequências ser desastrosas para o Meio Ambiente.  Além disso, várias questões na reforma do Código Florestal podem levar a aumento no desmatamento. As Áreas de Preservação Permanente – APPs, por exemplo, serão descontadas do cálculo da área de reserva legal das propriedades, medida que reduz a área protegida nos imóveis rurais além dessas áreas poderem ser usadas para atividades de “baixo impacto”.

De acordo com o Estadão, com a expectativa de mudança na lei, aumentou a derrubada de árvores na Amazônia, em especial no Pará e em Mato Grosso. Em março, os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais –Inpe, também captaram um desmatamento maior, por meio do Deter, sistema de detecção em tempo real. As imagens de satélites vêm sendo confirmadas por fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama.

Mineração: Exploração no subsolo e conflitos na superfície.

Na última sexta-feira(29/04/11) o instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia, realizou uma palestra sobre Mineração: Exploração no subsolo e Conflitos na superfície. Normalmente, todas as últimas sextas-feiras de cada mês, o grupo de pesquisa e estudos Geografar(Geografia dos Assentamentos Rurais) promove esse tipo de evento em conjunto com o departamento do curso de Geografia da UFBA.

Nessa palestra, tivemos a oportunidade de ouvir o Dr. Sander Prates sobre uma perspectiva da mineração nacional e problemas que o mesmo vive em seus locais de trabalho. Sander Prates é assessor jurídico da Comissão Pastoral da terra no estado da Bahia, cuja sua formação é Advogado.

O integrante da CPT-BA nos deu um embasamento geral de como funciona a questão minerária no Brasil e sua importância para a economia brasileira. Além disso, nos mostrou alguns pontos do novo Plano Nacional de Mineração 2030 que foi lançado em Novembro de 2010.

Confira vídeo sobre o Papel do Estado na Mineração.

Sobre o Plano Nacional de Mineração 2030, podemos fazer algumas observações. O respectivo projeto faz diversas análises desde questões econômicas, geológicas, ambientais e etc. Um premissa adequada para um planejamento de proporções nacionais. Segundo PNM2030 a elaboração desse documento contou com a participação de autoridades no assunto e da população com a realização de alguns eventos:  “A elaboração deste Plano é resultado do conhecimento coletivo proveniente tanto dos estudos contratados quanto aportados pelos técnicos do MME e outros órgãos. Grande parte das etapas de construção do documento foi alicerçada em processo participativo em diversas reuniões e oficinas temáticas, com contribuições de mais de 400 participações, entre especialistas e pessoas diretamente envolvidas com os temas. A esses colaboradores registramos nosso mais profundo agradecimento“. Trecho retirado do próprio documento.

Todavia, essa participação soa estranha, pois existe pouco conhecimento do PNM2030 dentro da população brasileira. Não há lembranças significativas para a divulgação desse plano em meios de comunicação acessíveis a maioria das pessoas. O bom exemplo sobre essa informação, é a palestra realizada na UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, onde o público presente foram professores e alunos de uma universidade pública conceituada que desconheciam, em sua maioria, o projeto de caráter nacional.

O PNM2030 coloca três matrizes para o seu desenvolvimento:

  • Governança pública eficaz para promover o uso dos bens minerais extraídos no País no interesse Nacional;
  • Agregação de valor e adensamento de conhecimento em todas as etapas do setor mineral;
  • Sustentabilidade em todas as etapas da cadeia produtiva do setor mineral;

O terceiro ponto dessa matriz levanta questionamentos diversos. Como ser sustentável em termos de produção minerária? Esse ramo promove degradações em muitos elementos da sociedade e do “meio natural”.  A exemplo de degradação social, temos um texto escrito pela CPT Sul/Sudoeste do estado do estado da Bahia que relata: “ A chegada de grandes empresas mineradoras no sudoeste da Bahia tem provocado uma reviravolta na vida de muitas comunidades na região.(…) Para iniciar a exploração mineral, ambas se apropriam dos territórios de comunidades tradicionais que centenariamente ali habitavam“. Techo retirado do texto: Mineração: acabar com o povo é apagar a sua história.

Na Carta Final do Encontro dos Atingidos e Atingidas pela Mineração na Bacia hidrográfica do Rio São Francisco, realizado em Ouro Preto -MG entre os dias 19 e 22 de março de 2011. O papel do estado na sua chamada ‘governança pública eficaz’, problemas ambientais e sociais ficam mais evidentes: ” Nós, organizações e movimentos populares vindos de vários cantos das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco, Rio Doce, Rio  Jequitinhonha e Paraíba do Sul(…).  Nesses dias, podemos constatar que o Estado tem sido o principal motor dessa sanha voraz de produção e extração de minérios em grande escala, que tem diminuído e contaminado a nossa água e machucado a Terra, deixando-a em carne viva. Vimos oceanos de rejeitos, expostos a céu aberto – ” cemitérios de ecossistemas “- prova dos nove do processo degradante.(…) Mas vimos e ouvimos, sobretudo, pessoas machucadas em sua alma, marcadas na carne, adoecidas, expulsas de suas terras, ameaçadas pelo que os poucos interessados chama simplesmente de “crescimento”, como o novo nome de “desenvolvimento“.

Desta maneira, esses depoimentos deixam claro os problemas da Mineração na Bahia e no Brasil como um todo e um Plano Nacional que tem contradições do ponto de vista ambiental e social. Entretanto, sobre a ótica do desenvolvimento econômico, o documento preenche a maioria das necessidades. Todavia, está bastante longe de atender e justificar os termos ” sustentabilidade” e “governança eficaz”.

PLANO NACIONAL DE MINERAÇÃO 2030

Reforma do Código Florestal será discutida em Salvador com Aldo Rebelo.

A título de notícia.

Fonte: http://www.inga.ba.gov.br

O Fórum Baiano de Mudanças Climáticas e Biodiversidade, em parceria com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, realiza no próximo dia 6, das 14 às 18 horas, na Assembléia Legislativa da Bahia (Sala das Comissões Herculano Menezes – 1º subsolo), reunião com o objetivo de discutir as implicações do substitutivo do deputado federal Aldo Rebelo nas Ações de Mitigação das Mudanças Climáticas assumidas na Política Nacional sobre Mudanças Climáticas.

Veja o convite.

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